terça-feira, 7 de julho de 2009

Festivais: Ir ou não ir? Eis a questão.



Sempre houve uma divergência na opinião de profissionais de publicidade sobre a participação das agências nos festivais e premiações pelo mundo a fora.

 Participar de um prêmio ou um festival faz bem ou mal ao ego da agencia? Faz bem ou mal ao ego da criação? Faz bem ou mal ao orgulho do atendimento?

 Uns preferem adotar o discurso de que não faz parte da filosofia de sua empresa a participação nesse tipo de evento, pois faz com que a criação perca o foco no objetivo do cliente e fique de olho no troféu tão desejado. Outros, dizem que é essencial para a saúde da agencia a participação nos grandes festivais, pois aguça a criatividade e incentiva todos os envolvidos na criação de campanhas sensacionais.

 A publicidade vive de pão e circo. O pão representa todo o trabalho, o dia a dia, a rotina, os estresses naturais de uma agencia de publicidade. Mais do que merecido a segunda parte chamada circo, que são os eventos de confraternização, os festivais, os prêmios, as conquistas.

 Faz bem para o profissional, faz bem para o estudante, faz bem para o cliente, faz bem até pra quem não tem nada a ver com a profissão, que se encanta após passar por essa experiência.

 Festivais como o Festival Mundial de Gramado, aqui no Brasil e o Festival de Cannes, o maior e mais requisitado do mundo são verdadeiros ninhos de criatividade. Ali, são expostos as melhores idéias do ano, do pais, do mundo. Os anúncios mais criativos, as idéias mais mirabolantes, os resultados mais impressionantes.

 E por que não ser reconhecido por todo esse trabalho?

 Sim, devemos participar de festivais, devemos ser reconhecidos pelo nosso bom trabalho, devemos gerar uma competição saudável dentro de nosso mercado. Não que o prêmio, ou troféu, que muitas vezes vai pra qualquer prateleira empoeirada tenha que se tornar o foco principal, mas sim, deve ser a conseqüência natural de um belo desempenho.

 Afinal, somos publicitários, loucos e sensatos. E os loucos sensatos gostam de ser reconhecidos pelo que fazem. Ficamos felizes quando subimos ao palco para receber o fruto daquele nosso trabalho. A agencia ganha, o profissional ganha, o cliente ganha.

 Um brinde aos festivais!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ei, Psiu, Silêncio...


Quantas coisas já perdemos por que não acreditamos no silêncio? Quantas verdades já se passaram desapercebidas por causa desse mesmo silêncio? E quantas vezes o mais certo a se fazer era ficar em silêncio?

Deus fez o silêncio para que pudéssemos bater de frente com o barulho. Como diria Lulu Santos, “não existiria som se não houvesse o silêncio”. Logo, o Silêncio é o importante da história. Manter o silêncio é uma benção, uma qualidade, uma força – mas também pode ser o inicio para o fim, a faísca para o fogo.

Quantas vezes se encontrou em uma situação onde tudo o que queria era quebrar o silêncio que existia no ar e sair falando um monte de coisas, algumas vezes boas, outras, nem tanto… Porém, ele estava ali, firme, forte, e sábio… o Silêncio.

Começamos pelo estagiário. O Silêncio deveria ser seu principal requisito. Como os estagiários sofrem. Sofrem se falam na hora errada, sofrem se não falam, e sofrem até mesmo quando estão certo, mas estagiário (e nada contra eles, pelo contrário, acho que são peças fundamentais em qualquer empresa) “nasceu” pra ficar em silêncio.

E o pessoal da criação? Tem o silêncio como uma benção. Aquele brainstorm com várias idéias saindo pelas mentes dos diretores de arte, os redatores exalando seus belos títulos. Mas, no fundo, toda boa idéia aparece quando o silêncio paira no ar.

O Atendimento usa do silêncio para ser paciente, seja com os doutores criativos, seja com os clientes sabichões. O Planejamento pensa o silêncio. Saber usar o silêncio é uma das grandes virtudes de um profissional de atendimento. Seja quando esta no meio de uma discussão com a criação, seja no meio de um briefing, ouvindo as informações.

Até mesmo o pessoal da produção, que vive no meio do som, do áudio, do vídeo, pedem silêncio para ouvir aquele detalhe, silêncio para prestar bem atenção a perfeição.

Por definição, Silêncio significa estado de quem se cala, ausência de ruído. SOSSEGO, CALMA. O silêncio não paira no ar, invade a alma, transcende os espíritos, eleva as energias.

E é essa contradição que faz o mundo em que vivemos ser fantástico. O silêncio é uma dádiva de Deus, mas que existe como um paradigma a ser quebrado pelos escolhidos: nós, publicitários. Faça o mínimo de silêncio possível, você esta entrando no mundo da publicidade.

Bom, ruim, forte, destruidor, energizante, devastador, seguro, motivador, reflexivo… Silêncio, nada além do silêncio.

Ei!

Psiu!

Silêncio…

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ano Novo, Vida Nova?



Ano Novo, Vida Nova! : Um slogan como outro qualquer.

Ano Novo. Vida Nova. Quem nunca ouviu ou disse essa frase? Um clichê que nos traz esperança, sonhos, desejos, aspirações... Mas alguém já parou pra pensar no seu real sentido? Uma visão nada romântica desse slogan inventado por algum ser humano insatisfeito com o ano que passou.

Por que todo ano falamos que no próximo ano a vida recomeçará? Por que todo ano repetimos a tão falada frase Ano Novo, Vida Nova? É como se nossas vidas fossem cronômetros de 12 meses, que zeram ao final de Dezembro. Colocamos Janeiro como o mês oficial da mudança, o mês oficial da esperança, mas, todos, continuamos com a mesma vida que, supostamente, acabou no ano anterior.

O ano que se inicia é novo, verdade! Mas nossa Vida é a mesma! Normalmente, na primeira segunda-feira, após o período festivo, voltamos para nossas mesmas cadeiras, nossos mesmos escritórios, nossos mesmos empregos. Continuamos com o mesmo carro, o mesmo apartamento, os mesmos amigos. Temos as mesmas manias, a mesma personalidade, os mesmos problemas. Onde esta então, a tal da Vida Nova?

Modo de falar. Não digo que é ruim ter esperanças, pelo contrário, ela trás o sonho de um futuro melhor, nos dá forças para seguir em frente, perceba que, o que questiono não é a presença dela, mas sua ausência, a esperança não deve aparecer somente à meia noite do dia 31 de Dezembro, e sim, nos acompanhar em todos os dias do ano.

Seria melhor usarmos o famoso “Próspero Ano Novo!”, pois assim, teria um sentido apropriado. Sou adepto a mudanças. Acho que elas vêm sempre quando algo não esta no seu devido lugar, mas elas não devem ocorrer após os fogos de Copacabana ou depois que as sete ondas passarem. E sim quando as oportunidades surgirem, seja em Janeiro, Março, Agosto ou Novembro.

Daí o título, Ano novo, vida nova: um slogan como outro qualquer, pois o mesmo acontece com dezenas de slogans que nos forçam a acreditar em verdades nem sempre absolutas. Muitas empresas camuflam o que realmente são e nos fazem crer que são simples, ou que só dormiremos bem em um determinado colchão, ou que só uma marca de eletrodoméstico tem qualidade, ou que a determinada marca é que é forte, que a outra tem raça, para a publicidade isso é excelente, estamos vendendo uma idéia e os consumidores estão pagando, caro na maioria das vezes, por ela. Agora sendo você o consumidor, visualize que tudo isso se dá sem que percebamos e com isso acabamos nos acostumando com essa falsa verdade, assim como o Ano Novo, Vida Nova.

Tenha esperança. Mude. Mantenha seus sonhos. Mas os faça sempre que puder. O dia primeiro é só mais um dia após o outro. Janeiro é só mais um mês. Nossa vida é um ciclo de anos, não de meses.

Então, Prospero Ano Novo... e Feliz Vida que segue!!!!

 

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Esperança Publicitária...

Essa noite, fiquei acompanhando a apuração dos votos da maior eleição presidenciade todos os tempos, que aconteceu entre os candidatos Barack Obama e John McCain, nos Estados Unidos da América.
 
Confesso ser um credor da boa política, mas além disso, o principal motivo de ter acompanhado foi minha torcida para que Obama vencesse essas eleições (Já que o Gabeira não ganhou), visto a esperança que estamos depositando no atual Homem mais importante do mundo.
 
Esperamos de Barack que ele seja nosso Super-herói. Falo como brasileiro, patriota, amante de meu país e minha bandeira. Entretantotambém admirador do amor que os americanos sentem pelo própria terra. Não estou defendendo os enlatados, não é isso, mas tenho que admitir que são poucos os países no mundo que possuem o amor próprio que os residentes americanos têm. E se eles confiam em Obama, por quê não confiaremos?
 
Mas o porquê desse blá blá blá sobre a política americana e o que isso tem a ver com nossa realidade? Afetados pela crise econômica global que resolveu pairar sobre nosso universo, nós, publicitários, devemos estar bem atentos às mudanças que ocorrerão daqui para frente, tendo em vista que ainda estamos na era da América, do sonho americano, do “the american way of life” e de como os EUA podem voltar a ser uma grande potência capaz de administrar os caminhos da humanidade. Poético isso, mas problemático.
 
Problemático porque essa crise afeta diretamente o investimento de nossos clientes. Todas as grandes agências já reuniram seus Presidentes, Diretores e afins para reuniões intermináveis sobre as expectativas que surgem em torno do fim da crise econômica e conseqüentemente sobre os planos de 2009. Seremos mais conservadores? Nossos clientes investirão menos? Teremos como manter nossos funcionários empregados? Qual será o futuro de nossa comunicação?
 
Algumas delas estão receosas com o primeiro trimestre do ano que se aproxima, enquanto outras, continuam com seus planos sem nenhuma alteração. Em épocas de incerteza, a contradição entre o pé no chão e a cabeça no ar, entre o pessimismo da crise e o otimismo econômico fazem com que o mundo da publicidade esteja em constante ebulição, gerando debates e discussões bastante interessantes, incrementando ainda mais a cultura de nossa profissão.
 
Ficamos então na torcida de que os eleitores da Terra do Tio Sam tenham feito a escolha certa. Que essa crise não passe de uma fase, que o Dólar volte a operar de modo a incentivar os investidores a aplicarem seus milhões em nossos serviços, buscando atingir seus objetivos. Como disse o próprio Obama em seu discuro: “A Era da Mudança chegou à América”.

E que essa "Era" chegue rápido à publicidade...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Saga do Primeiro Encontro...


Passamos por determinadas situações em nossas vidas, que nos fazem sentir  novamente a inocência do primeiro encontro. A ansiedade que sentimos ao esperar a hora da chegada é, algo que traz a tona todo o nosso nervosismo.

Na vida pessoal, no primeiro encontro com aquela garota especial, acontece isso. A expectativa de saber o que falar ao olhar nos seus olhos nos faz tremer e sentir frio na barriga...

Imaginar qual será a primeira impressão que ela terá sobre nós é tenso. Saber que está chegando a hora de encontrá -la e ver que mesmo assim , o tempo não passa, faz parte desse processo que se chama conquista.

E é o que também acontece em nossa profissão. O primeiro encontro com o cliente é sempre assim. Por mais experiente que você seja e por mais habituais que sejam esses encontros, o frio na barriga se faz presente.

Aquela situação em que você está prestes a apresentar sua agência para o cliente, vender seu “peixe” de forma a causar uma boa primeira impressão,  se compara ao primeiro olhar para a garota especial. A hora da reunião não chega e ao mesmo tempo esta cada vez mais perto. O que falar? Como abordar o cliente? Será que vai gostar do meu portifólio? Terei a chance de um segundo encontro?

A oportunidade é única. Para tal não ser desperdiçada, devemos nos preparar para lidarmos com nossa conquista. Entender o gosto do cliente, saber o que a garota gosta, aprender os termos do seu negócio, as gírias dela, estudar suas preferências e pesquisar sobre a moça, são desafios que devem ser encarados.

De fato, o segundo encontro depende do primeiro. E é atrás desse objetivo que você vai à reunião ou ao cinema. E na hora do encontro, tanto  com  o cliente quando com a garota, devemos nos concentrar e não gaguejar. Por mais nervosos que estejamos, devemos passar a tranqüilidade de dominar a situação.

O cliente quer poder olhar nos seus olhos e saber que pode confiar em você e que você resolverá seus problemas. A garota, quer poder olhar nos seus olhos e saber que pode confiar em você e que você a fará feliz.

Prepare-se então para essa situação. Desvenda os segredos do primeiro encontro. Entenda que é seu desempenho nessa hora que fará você ir além. Estude o cliente, saiba sobre seu negócio, apresente soluções para todas as suas questões .  E o mais importante, faça isso com toda a paixão que tiver, tanto por ela, quanto pela profissão! 

Ou então, contente-se apenas com o primeiro encontro...

 

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Uma aula de marketing político...


De dois em dois anos nos deparamos com um acontecimento nacional chamado ELEIÇÕES. Esse processo é onde nós, eleitores, escolhemos nossos chamados representantes para comandarem e gerirem nossas cidades, estados e nação.

As eleições, divididas entre Vereadores e Prefeitos e depois em Deputados, Senadores, Governadores e Presidente nos trazem às ruas centenas de mensagens sobre nossos candidatos falando um monte de blá-blá-blá, alguns até com certo sentido.

Cidades sujas de panfletos, cartazes, outdoor em todos os lugares públicos e nas grades de nossas casas. Uma poluição visual que conflita com todas as cotidianas mensagens publicitárias existentes.

Isso faz com que nós sejamos impactados com diversas mensagens diárias sobre projetos, falsas promessas, sorrisos de interesse e diversas outras coisas que, aliado ao nosso descrédito na política brasileira, se tornam dinheiro jogado fora.

É nesse buraco que nós, publicitários e marketeiros, entramos com nossa genialidade para transformar esses simples e mortais candidatos em verdadeiras potências da humanidade. A transformação do ser humano em produto e um trabalho de marca sensacional.

Alguns tentam fazer esse trabalho de forma agressiva, outros, de forma sábia. Sabemos que quem ganhou as últimas eleições presidenciais não foram os candidatos, mas seus marketeiros. Outros fazem campanhas com brilhantismo, o que acontece com a Campanha de Fernando Gabeira, candidato à prefeito da cidade do Rio de Janeiro.

Não vou falar do candidato em si, pois seria de opinião duvidosa, visto que é, disparado, meu candidato. Mas sim, de sua campanha pelo ponto de vista publicitário.

No início de sua campanha, ele prometeu: “Não irei sujar as ruas” e chegou ao segundo turno sem nenhum tipo de poluição visual pública. Seu investimento, que mesmo com as cifras altas, não chega nem perto das milionárias campanhas de marketing político, foi utilizado tão bem estrategicamente que seu resultado se comprova nas pesquisas eleitorais. É o objetivo sendo cumprido.

A utilização de ferramentas de marketing alternativas aproximou o candidato de seus eleitores de forma que, mesmo os críticos, estivessem em contato com sua campanha e projetos o tempo inteiro. A veiculação de filmes na TV, spots no Rádio e principalmente, a exploração das ferramentas na Internet, deixaram as claras todas as propostas de seu governo. Foram feitas comunidades no orkut, facebook, myspace, mensagens pelo Twitter (onde você acompanhava a campanha pelo celular), vídeos no YouTube (com recordes de acesso), site, blogs, fotologs, flickr, etc.

Trabalhar a imagem de um cidadão que faz política de modo profissional e passar a imagem de não ser um político profissional são méritos de sua equipe de marketing, lideradas pelo conceituado Lula Vieira, que, aprendendo com os erros do passado, construíram uma grande e valiosa marca para a cidade do Rio de Janeiro, sem precisar maquiá-la. Chama-se Fernando Gabeira.

Uma verdadeira aula de marketing político.

 

Ser publicitário...


Publicitário por profissão. Atendimento e Planejamento por escolha. É assim que me defino. E as pessoas me perguntam: Porque essa escolha?

Então, eu digo: Ser Atendimento, criação, planejamento, mídia, produção, rtvc ou qualquer um desses cargos, é ser publicitário. E ser publicitário é ser publicitário.

Muitos definem que publicitários são loucos e é verdade: somos loucos, mas os loucos mais sensatos que conheço. Fazemos poesia em forma de razão. Nossa literatura é feita de simples palavras. Nossos sonhos são baseados em estratégia. Somos loucos porque fugimos do normal. Porque queremos ser diferentes. E os loucos são diferentes. E nessa loucura vamos planejando, criando e principalmente, nos divertindo. Sim, porque temos que nos divertir, mesmo que o assunto seja muito sério. Afinal, somos loucos. E sansatos.

Vivemos de pão e circo, trabalho e festa, reuniões e prêmios, noites viradas e pizzas com coca-cola, almoço de negocio e rodízios de chopp. Vivemos entre o sim e o não, entre o certo e o errado, o real e o imaginário. Vivemos de migalhas e de luxo, de futuro e de presente. Vivemos entre a paciência e o limite, o êxtase e a raiva, entre pessoas e pessoas, clientes e clientes. E ainda dizem que não temos vida social.

Mas gostamos. Gostamos do que fazemos, amamos o nosso ofício. Falamos sobre propaganda no cafá da manhã, no almoço e na janta. Discutimos comerciais nas rodas de amigos e também nos seminários. Cantamos os jingles nos prêmios ou no carro voltando pra casa. Respiramos propaganda. Gostamos do que fazemos. Mais do que gostamos. Amamos o que fazemos. Falo por mim, por você, por todos os publicitários. A profissão é por escolha. Escolhemos ser publicitários. Não somos herdeiros de genes. Somos loucos, sensatos e escolhemos a publicidade, a propaganda.

Porque ser publicitário, é ser publicitário.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O Fantástico Mundo dos Animais na Propaganda


melhor amigo do homem é o cão. E da Publicidade? São vários. Elefantes, coelhos, jacarés, tigres, araras, ratinhos, cães e uma infinidade de amigos.

O uso de animais em propagandas parece dar certo. Muitas empresas utilizam desse artifício para agregar valor a marca. É natural do ser humano simpatizar com esses bichos que se tornam cada vez mais parte do nosso dia-a-dia.

Em determinados casos, os animais são representados em forma de mascote, principalmente quando tratamos de um target infantil. Em outros casos, são representados da sua forma mais natutral. Mas eles não estão ali a toa. Existe uma mensagem a ser transmitida.

Algumas marcas se tornaram referencias em suas categorias pelo fato de terem uma ligação com nossos fieis companheiros. Provavelmente, as marcas que utilizam personagens em sua comunicação visual são relembrados mais facilmente na mente do consumidor.

Eles tem uma comunicação forte com o público e uma presença grande em suas embalagens. Nunca deixam de anunciar uma promoção ou um novo produto. Transcendem ao papel de ilustração.

Quem não se lembra do Tony, o famoso tigre da KELLOOG’S. Um tigre, visto pelas crianças como referencia em saúde e força.  E do coelho da DURACEL, tocando seu bumbo com suas pilhas intermináveis. Temos também o elefante da CICA, a Arara do BR MANIA, o ratinho do BRADESCO. Aposto que ninguém esquece da Galinha Azul da MAGGI e do Frango da SADIA. Esse último, em alta nas propagandas atuais da marca.

As utilizações em forma natural ganham destaque quando lembramos dos mais famosos cães, que deixaram de ser mascotes para se tornarem raças. A raça Dachshund deixou de ser Dachshund para ser mais conhecida como cão da COFAP e a raça Westie deixou de ser Westie para ser o cachorro da IG.

Os animais também foram responsáveis pela Campanha considerada a preferida do público nos últimos anos, “Somos todos mamíferos”, da Parmalat. Uma campanha que deixou de ser uma campanha de Leite para ser uma campanha da Parmalat. Dois grandes artifícios foram utilizados, crianças e animais. A Parmalat teve um aumento de 14% para 94% de consumo. Uma Campanha que mudou a vida da comunicação do segmento.

E assim, os bichos vão fazendo história nas páginas da propaganda.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Sustentabilidade: Um por todos e cada um por si...


Talvez as empresas de hoje precisassem reviver a história escrita pelo francês Alexandre Dumas, o romance “Os três mosqueteiros”. Na história em questão, um jovem chamado D’Artagnan vai a Paris com o objetivo de se tornar membro do corpo de elite dos guardas do rei: os mosqueteiros. Em sua empreitada, conhece os três “inseparáveis” Athos, Phortos e Aramis. A serviço do Rei, D’Artagnain e os três mosqueteiros enfrentam desafios e aventuras, fazendo história com o lema “Um por todos e todos por um”.

Uma pena que isso tenha sido apenas um romance e esta longe de parecer a nossa realidade. Hoje em dia, o lema adotado pelas empresas é “Um por todos e cada um por si.”

Pensemos na palavra SUSTENTABILIDADE. Um conceito sistêmico que se propõe a ser uma forma de condicionar a sociedade humana a planejar e agir de forma a preencher o vazio causado pelas necessidades sócio-culturais-ambientais-econômicas do mundo em que vivemos. Essa forma de condicionar a sociedade humana esta baseada em quatro pilares: ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito.

Atualmente, os grandes protagonistas que se julgam ecologicamente corretos, economicamente viáveis, socialmente justos e culturalmente aceitos são as empresas, sejam elas pequenas, médias ou grandes. Ser uma empresa que se “preocupa” com a sociedade humana é legal. Bacana.

A questão é: Ser legal é se preocupar com o próximo ou atingir seus objetivos de fixar sua marca na mente do consumidor como uma empresa que faz pelo mundo (em outras palavras, o político que rouba, mas faz)?

Infelizmente, o fato é que a primeira opção é a mais utilizada, visto que, as empresas de hoje em dia estão muito preocupadas em serem reconhecidas como empresas do bem. Mas reconhecida por quem? Apenas por quem lhe interessa.

Hoje li uma nota no blog Razão Social que falava exatamente sobre essa percepção: Se temos tantas empresas preocupadas em ser do bem, se temos tantos projetos interessantes, seja ele de educação, saúde, meio ambiente, por que ainda temos tantos problemas nessas áreas? Por que o Governo não faz um “mutirão da sustentabilidade” e se une as grandes empresas para que a preocupação pública e privada façam jus a confiança que a sociedade humana deposita neles?

Os projetos hoje em dia são tão parecidos, tão iguais. Em sua maioria, se destinam às comunidades no entorno de seus negócios, sem buscar parcerias com outras empresas, sem buscar a chamada troca de conhecimento entre as partes. As empresas não percebem que só estão atingindo o seu entorno, minimizando assim, o potencial de alcance dos projetos e melhorando de verdade o mundo.

Esse cenário me faz pensar que há uma questão envolvida que faz com que essas mesmas empresas, politicamente corretas, fiquem cegas: o EGO.

Ou seja, é um por todos e cada um por si…

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Quando a Estética destrói a Ética



Como falar de um assunto tão delicado como ÉTICA, quando falamos principalmente de publicidade e propaganda? Quer dizer que a publicidade e a propaganda não são éticas? Não, não é isso que estou dizendo. Não vou generalizar por causa de meia dúzia (confesso que quase uma dúzia inteira) de babacas que se prestam ao ridículo de prostituir o mercado.

Não, não admito dizer que a publicidade não é ética. Ela é ética até onde pode, até onde deve, até onde não entra a estética.

Palavras semelhantes, mas com significados diferentes. Podemos até desmembrá-la para que possamos enquadrá-la ao tema abordado. Estética, significado belo de estudo das condições e dos efeitos da criação artística, estudo racional do belo, quer quanto à possibilidade de sua conceituação, quer quanto à diversidade de emoções e sentimentos que ele suscita no homem. Opa, aí a gente desmembra. Sentimentos que suscita no homem transforma-se em EX-t-ÉTICA, ou seja, a falta do estudo à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, já dizia nosso velho amigo, Aurélio.

Chato dizer, mas por mais que o CONAR ou qualquer outro conselho lute para que a publicidade seja ética e tenha moral para dizer alguma coisa, há um lado que podemos chamar de micro-bastidores que se confunde com a política de nosso senado, de nosso governo.

Se fizermos uma comparação, imagine quantas CPIs teríamos que abrir para concluírmos que a Publicidade e a Propaganda não se engloba nas más faladas estruturas trabalhistas? Quantos mandados de busca teríamos que emitir para buscar as irregularidades dos acordos de mídia, dos bvs de produção? Além disso, iremos concluir também, que existem “maus” publicitários que só se preocupam com a Estética, seja do portifólio, com a conquista de uma grande marca (e a perda de uma grande margem de lucro), seja com a estética de uma conta bancaria gorda e uma conta de caráter magra.

E sendo assim, a Estética destrói a Ética.